(...)
D
Ela era mesmo stunning. Decidi meter conversa, mas baixinho:
- Olá, já reparei que és a Maria.
- Ya, eu também já reparei que és o Duarte. - disse ela, com um sorriso simpático.
- É, dizem que sim. Posso-te tratar por Mia?
- Como sabes a minha alcunha?
- Maria... Mia... - gesticulei. - Percebeste?
- Pois, Mia só para os amigos.
- E eu não sou um amigo?
- Ainda tens muito pela frente, para lá chegar.
- Ai é? - a miúda era difícil.
- Yap. Mas podes-me tratar por M&M.
- 'Tá bem. Como um M&M: duro por fora, mole por dentro, é isso?
- Talvez. - encolheu os ombros.
- Não sejas difícil, anda lá, colabora.
M
Não fui capaz de não rir, o rapaz estava a tentar "descobrir" mais de mim, mas não conseguia.
- Colaborar com o quê? Ahah, tu és engraçado.
- Comigo. Obrigado.
- Que é contigo já eu sei, mas em que é que queres que eu colabore?
- Fala-me de ti.
- Depois, está bem? Agora quero prestar atenção à aula.
- Hey, miúda, é só uma aula secante de Filosofia.
- Só uma aula secante, p'ra ti. - desprezei-o de tal forma, que não me falou mais durante a aula.
(...)
Tocou e fui directamente para a parte de trás da escola, que tinha um pavilhão de ginástica e um jardim com relva. Sentei-me na relva e liguei o meu mp3. O Duarte veio atrás de mim e sentou-se ao meu lado.
- Tu, outra vez?
- Pronto, desculpa, já me vou embora.
- Hey, estava brincar! Desculpa lá aquilo da aula, mas eu adoro a stôra e as aulas de Filosofia.
- Na boa, miúda. Então, diz lá cenas sobre ti.
- O que queres saber?
- Sei lá, cenas.
- 16 anos. Coimbra. Heterossexual. Mais...
- Tens uma piada. - sorriu. Dentes brancos e perfeitos.
- Já me tinham dito.
- Mas agora a sério, cenas do tipo, gostos musicais, sei lá! Namorado...
- Gosto de música metal, hard rock e, como todos a designam, emo. Namorado... já tive.
- Fixe, bons gostos. Não me digas, M&M.
- Ya, já houveram freaks que gostaram deste esqueleto parecido à Hayley Williams.
- Miúda, tu és linda e não és um esqueleto.
- Pois, obrigada. - corei um pouco, não estava habituada a receber elogios tão grandes. Não é que este fosse enorme, mas era algo que não ouvia todos os dias.
- Não é preciso ficares corada.
- Não é por vontade que fico.
- Obrigadinho. - ri-me. Os nossos diálogos pareciam que iam ser assim, sempre, curtos mas marcantes.
- Não tens de quê. Também és giro, curto bué do teu snake bite. E do alargador.
- Podes ter uma mordidela de cobra, no lábio. - piscou-me o olho.
- Chama-lhe mordidela de cobra, chama. Não, obrigada.
- Fui topado. - disse ele, baixinho. Olhei para ele e sorri.
- De longe, puto, de longe. (...)

9 comentários:
estou a gostar disto.
and theeeeeeeeen ?
Adorei :D
Gostei imenso *-*
PERFECT, PERFECT, PERFECT. *.*
Estou a adoraaaar :)
Obrigada querida :)
Pahahah, isso é só para seres simpática!
estou a goostar ,
obrigada pelo comment, e... a vida nunca é perfeita, a de uns é melhor, a de outros é pior...
- quando postas a próxima parte?
fico à espera.*
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