11.7.11

what doesn't kill us, makes us stronger #2

 (...)
D
  Ela era mesmo stunning. Decidi meter conversa, mas baixinho:
  - Olá, já reparei que és a Maria.
  - Ya, eu também já reparei que és o Duarte. - disse ela, com um sorriso simpático.
  - É, dizem que sim. Posso-te tratar por Mia?
  - Como sabes a minha alcunha?
  - Maria... Mia... - gesticulei. - Percebeste?
  - Pois, Mia só para os amigos. 
  - E eu não sou um amigo?
  - Ainda tens muito pela frente, para lá chegar.
  - Ai é? - a miúda era difícil.
  - Yap. Mas podes-me tratar por M&M.
  - 'Tá bem. Como um M&M: duro por fora, mole por dentro, é isso?
  - Talvez. - encolheu os ombros.
  - Não sejas difícil, anda lá, colabora.

M
  Não fui capaz de não rir, o rapaz estava a tentar "descobrir" mais de mim, mas não conseguia. 
  - Colaborar com o quê? Ahah, tu és engraçado.
  - Comigo. Obrigado.
  - Que é contigo já eu sei, mas em que é que queres que eu colabore?
  - Fala-me de ti.
  - Depois, está bem? Agora quero prestar atenção à aula.
  - Hey, miúda, é só uma aula secante de Filosofia.
  - uma aula secante, p'ra ti. - desprezei-o de tal forma, que não me falou mais durante a aula.
(...)
  Tocou e fui directamente para a parte de trás da escola, que tinha um pavilhão de ginástica e um jardim com relva. Sentei-me na relva e liguei o meu mp3. O Duarte veio atrás de mim e sentou-se ao meu lado.
  - Tu, outra vez?
  - Pronto, desculpa, já me vou embora.
  - Hey, estava brincar! Desculpa lá aquilo da aula, mas eu adoro a stôra e as aulas de Filosofia.
  - Na boa, miúda. Então, diz lá cenas sobre ti.
  - O que queres saber?
  - Sei lá, cenas.
  - 16 anos. Coimbra. Heterossexual. Mais...
  - Tens uma piada. - sorriu. Dentes brancos e perfeitos.
  - Já me tinham dito.
  - Mas agora a sério, cenas do tipo, gostos musicais, sei lá! Namorado...
  - Gosto de música metal, hard rock e, como todos a designam, emo. Namorado... já tive.
  - Fixe, bons gostos. Não me digas, M&M.
  - Ya, já houveram freaks que gostaram deste esqueleto parecido à Hayley Williams.
  - Miúda, tu és linda e não és um esqueleto.
  - Pois, obrigada. - corei um pouco, não estava habituada a receber elogios tão grandes. Não é que este fosse enorme, mas era algo que não ouvia todos os dias.
  - Não é preciso ficares corada.
  - Não é por vontade que fico.
  - Obrigadinho. - ri-me. Os nossos diálogos pareciam que iam ser assim, sempre, curtos mas marcantes.
  - Não tens de quê. Também és giro, curto bué do teu snake bite. E do alargador.
  - Podes ter uma mordidela de cobra, no lábio. - piscou-me o olho.
  - Chama-lhe mordidela de cobra, chama. Não, obrigada.
  - Fui topado. - disse ele, baixinho. Olhei para ele e sorri.
  - De longe, puto, de longe. (...)


9 comentários:

Carolina Santiago disse...

estou a gostar disto.
and theeeeeeeeen ?

silvia disse...

Adorei :D

- disse...

Gostei imenso *-*

Rita disse...

PERFECT, PERFECT, PERFECT. *.*

Cátia Vilhena disse...

Estou a adoraaaar :)

- disse...

Obrigada querida :)

Rita disse...

Pahahah, isso é só para seres simpática!

Kamryn. disse...

estou a goostar ,
obrigada pelo comment, e... a vida nunca é perfeita, a de uns é melhor, a de outros é pior...
- quando postas a próxima parte?

Kamryn. disse...

fico à espera.*