12.7.11

what doesn't kill us, makes us stronger #3

(...)
M
  Faltavam cerca de 5min para entrarmos para Educação Física.
  - Agora é que dava jeito baldar-mo-nos à aula, mas não pode ser. Fogo man, porque é que temos de ter Educação Física? Grrr. - eu odeio Educação Física, nem era o facto de não ser "boa" naquilo, de qualquer das formas não era, não gostava mesmo.
  - Eu até gosto.
  - Pois, obrigada, és rapaz.
  - Nem todos os rapazes gostam de Educação Física. Alguns são uns belos duns nabos.
  - Quero ver isso.
  - Faço já aqui 30 elevações contigo em cima de mim.
  - Sabes muito, sabes. E eu dou-te 15 chapadas por cada mão, pode ser? Ou, se preferires, 15 pontapés por cada perna. - pisquei-lhe o olho.


D
  Peguei na miúda e pu-la às minhas costas tipo saco de batatas.
  - DUARTE, LARGA-ME JÁ! OLHA QUE EU ALEIJO-TE! - ela gritava tanto que parecia que estava a ver um concerto dos Metallica, juntinho às colunas.
  - Éhhh, miúda, vê lá se gritas mais alto! Ahah, aleijo-te mais eu a ti do que tu a mim.
  - Duarte...
  - E que tal se eu te puser às minhas cavalitas, já ias melhor, ao menos.
  - 'Tá bem, mas olha que assim fico mal habituada e depois vais ser o meu chofer particular. - ela já estava às minhas cavalitas. Era leve.
  - É na boa, Mia. - disse 'Mia' pois já me considerava amigo dela.
  - Convenceste-me, Du.
  - É, o meu charme é grande, eu sei.
  - Oh oh, despromovo-te já.
  - Mas isto foi uma promoção de trabalho? Ahah.
  - É parecido. Ahah.
  - Belas amizades, as tuas, vejo.
  - Parvo.
  Assim a levei até à entrada do pavilhão e ficámos juntos quando o stôr decidia fazer pares ou grupos. Sentia uma ligação enorme com aquela rapariga. Não era bem amor, mas também não era bem amizade. Era algo mais que amizade, mas algo menos que amor. E a miúda era linda, tipo, boazona, mas linda. Obviamente que na aula de Educação Física "saltavam mais à vista" as formas do corpo dela. Tal como diziam os K'23 no início da sua carreira (aquilo é mais por diversão, portanto, não é bem carreira): "um bom rabo e um bom 36". (...)
  Esta era a última aula da manhã e a última aula do dia era Biologia. Baaaah. Eu e a Mia ficámos juntos, mais uma vez, mas parecia que por pouco tempo, ou nos portávamos melhor nas próximas aulas, ou nada feito. Depois de acabar a aula, fui falar com ela.
  - Hey, Mia, logo à noite queres ir sair?
  - Por mim, vou todos os dias, se quiseres. Onde e a que horas?
  - A gente vai p'ró Cais do Sodré, vais ter ao Saldanha e vamos de metro, ya?
  - Ya, numa boa, a que horas mô pute? - ela agora estava a tentar ser nigga.
  - Lá para as 21h, tá fixe?
  - Ya, também ainda demoramos uma beca a chegar ao Sodré, por isso tá fixe. Olha, dá aí o teu número, depois mandas-me mensagem quando 'tiveres a chegar.
  - Ya, dá aí o teu telemóvel que eu marco. - marquei o número, despedi-me e ela ainda disse:
  - Que picada de cobra tão grande, ahah.
  - Não te quero magoar, sim princesinha? Ahah. - disse aquilo com duplo sentido: 'princesa' no sentido de ser e 'princesa' no sentido de gozo. Aquela saída, iria ser, com certeza, o ponto alto para nos conhecermos melhor, íamos ainda parar em Cascais, de certeza, para ir dar um mergulho quente-frio, só que não lhe disse essa parte. Era surpresa. (...)

2 comentários:

silvia disse...

adorei *-*

Kamryn. disse...

Continua querida...
Muito obrigada :)