(por vezes, esta história irá mudar de narrador, mas estará devidamente identificado com M ou D)
M
O meu penúltimo ano naquela escola. Não me importava nada de estar agora no 12º ano. Quero-me ver livre desta gente toda. Desta horrorosa escola secundária. Do Rui, principalmente. Esse cabrão. Ele também podia bem era deixar esta escola, este ano. Só para não ter de o ver e sentir uma chama interior, como quando me queimei, há uns largos meses, por vontade própria. Essa marca, ainda hoje existente, na minha perna direita, que tem um significado horrível. Rui, é o significado. Enfim, esquece Mia. "Rui" é um capítulo há muito terminado.
Saí do metro, ainda com os phones postos, com os meus lindos "Asking Alexandria" no volume máximo. Sou capaz de ter visto alguns dos meus colegas, na saída da carruagem do metro, mas não me importei de não os ter ido cumprimentar. Algumas pessoas ficaram, literalmente, especadas a olhar para mim. Com certeza, devido ao meu cabelo laranja cenoura, com madeixas loiras oxigenadas e algumas vermelhas. Há quem diga que eu sou a versão portuguesa da Hayley Williams.
Caminhei até à escola, que não era muito longe da saída do metro. Entrei no jardim da escola e estavam todos a cumprimentar-se e a trocar abraços. Alguns casais estavam no marmelanço - o habitual das secundárias e das básicas. Fui para dentro do edifício e deparei-me com a minha "wannabe" (pessoas que querem ser como nós, à força toda). Continuava a mesma wannabe dedicada e actualizada do 10º ano. Aquela miúda era mesmo obcecada por mim, ou pelo meu estilo, ou o que quer que fosse. Ela sorriu-me, eu olhei-a e segui em frente. Não me interessava dar com aquele tipo de pessoas.
A primeira aula da manhã, que para alguns era a coisa mais secante de sempre, mas para mim não: Filosofia. A professora era espectacular, pelo menos eu achava. Ela já me ajudara em momentos menos bons (= Rui) e eu adorara-a por isso. Como todos os anos, tínhamos de fazer uma apresentação à turma, curta, só as coisas mais importantes. Sentei-me e esperei pela minha vez.
- Maria Marques...?
- Sim, aqui.
- Faz o favor de te apresentar.
- Sou a Maria, mas podem-me tratar por M&M. Para os amigos, Mia. Tenho 16 anos, sou de Coimbra, mas vivo em Lisboa desde muito pequena.
- Muito bem, obrigado Maria.
De repente, alguém bate à porta. Era um rapaz. Estilo emo. Não era da minha turma no ano passado e nunca tinha reparado nele nos corredores da escola.
- Peço desculpa pelo atraso, stôra, mas é que adormeci e perdi o metro.
- Tens sorte em não te ter marcado falta. Suponho que sejas o... Duarte?
- Sim, sou eu.
- Muito bem, podes-te sentar ali ao lado da Maria. - ela aponta para mim. Ele senta-se ao pé de mim e reparo que ele era uma espécie de brasa. Muito diferente do Rui. Cabelo preto brilhante, olhos cinzentos, um snake bite (piercing) no lábio inferior, alargador médio na orelha esquerda. Ele era tããããããããããão o meu estilo.
D
Brutal. Filosofia logo pela manhã. Mas compensava. A stôra tinha-me mandado sentar ao lado de uma rapariga mesmo woow. Cabelo laranja, interessante. Alargador preto pequeno na orelha direita. Olhos verdes. Linda. (...)
8 comentários:
Ele é perfeito *-*
é de uma amiga minha, ela mandou-o fazer a um ourives. :)
ADOREI *-*
ainda bem que sim~*
Amor, a hist. está brutal!
Até amanha ines :P
Prevejo amor *
pois foi :( mas temos de combinar outra vez!
é não é?!
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