20.10.11

yin e yang

Porto, 20 de outubro de 2011
  Querido Yin,
  Queria-te dizer que voltei ao belo sítio onde nos conhecemos e onde tudo se desenrolou. Lembro-me perfeitamente, como se fosse hoje. Lembro-me dos teus reluzentes olhos e da tua pele já morena daquele verão. Do Sol, que naquele dia não estava envergonhado; do céu, que era tão azul como o relógio que trago hoje.
  Curiosamente, escrevo-te do moinho onde estivemos. De um moinho que é nosso, pelo sentimento que nos foi proporcionado. Sabes? Fazes-me falta. Eras como o Yin do meu Yang. Daí o teu, digamos, novo nome.
  Está tudo igual, neste moinho. Um pouco mais degradado, tal como o nosso amor. Sim, é verdade, a degradação chegou até nós. E eu sabia que ia chegar. Olha, volta para aqui. Para o sítio do costume; tu sabes. Ou então encontrar-nos-emos por aí, neste céu tão terrestre e nada angelical. Mas volta. Volta para mim, para o meu coração. Na realidade, nunca chegaste a sair dele. Muito menos da alma. A tua alma e a minha, juntas, são brancas. Sim, brancas. Tu és o meu arco-íris e eu sou uma alma negra, pela junção de outras almas.
  Repito, volta. Volta e tornar-nos-emos brancos novamente.
  Voltas a ser o meu Yin?

Yang
Tumblr_lrq7jcpy591qdset7o1_500_large

11 comentários:

Gonçalo disse...

muito bonitooooo amooor *_*

han disse...

que doce texto.
e olha, obrigada, do fundo do coração. irá tudo passar, eventualmente..

Rita disse...

Love it.

Rita disse...

Sim princesa, é. Acho que é, sei lá, já nem sei nada. Estou cansada de me prenderem a vida, só queria ser eu a conseguir decidir o que quero para mim.
A música é linduxa. ;)

Rita disse...

Mais ou menos. Eu acho que agora os papeis se inverteram um pouco, mas eu já não consigo pensar em tudo como antes. Ainda que me custe pensar na minha vida sem ele é como se me custasse ainda mais pensar em mim ou na minha vida com ele. Não consigo explicar, mas é horrível esta sensação. Sinto que não sei onde pertenço.

han disse...

és mesmo muito meiga, és mesmo.

mary disse...

talvez sim, talvez não,querida inês. e olha, que doce texto que aqui tens:)

Rita disse...

Eu sei bem que não é o único mas parece que quando mais me tento afastar mais sinto que estou presa. É completamente indescritível.

Rita disse...

Teve que ser. Desisti dele para não desistir de mim. Acho que devia isso a mim própria. Se não devia ter desistido de ambas as coisas? Se calhar não mas de dizer que desisti até desistir a 100% vai um bocadão. :/

Rita disse...

Sim, uma vez que um bocado meu é dele. Sabes que mais? Detesto quando se percebe a léguas aquilo que sinto! :l

Emmeline disse...

oh,tao querida sempre.