31.8.11

what doesn't kill us, makes us stronger #10

(...)
D
  Ela não estava nada bem, o telefonema não tinha sido, com toda a certeza, o que ela esperara. Obviamente que ela já não estava à espera de uma coisa boa, mas ela estava desolada. Branca como a cal. 
  - Mia, o que se passa?! Fala comigo! - agitei-a para que "voltasse ao mundo".
  - Não. Não, não pode! - olhava para o vazio.
  - Mas o que se passou? Fala comigo duma vez!
  - A Leo morreu, Du. 
  - O quê?! Como?
  - Ela sofreu um acidente de viação. 
  - Oh Mia... sinto muito.
  - E agora? E agora o que é que eu faço sem a minha Leo? Podia não a ter nunca mais comigo, aqui, em Lisboa, mas sabia que ainda podia falar com ela por telemóvel, msn ou facebook, mas... agora nem falar com ela posso. Quer dizer, poder, posso, mas ela nunca mais me responderá com palavras. - começou a chorar desalmadamente e eu abracei-a.
  - Ela estará sempre a ver-te de lá de cima, sempre. - ela abraçou-me com mais força.
  - Duarte, nos próximos dois dias eu não quero ir às aulas.
  - Mas tens de ir Mia! Pelo menos distraias-te um pouco e não ficavas a pensar nisto...
  - Não Du, eu não consigo. - parou de chorar e largou-me. - E... agora, preciso de ir a um sítio. Peço-te que não me sigas.
  - Mia... vê lá onde vais e no que te metes.
  - Eu sei o que faço. Depois mando-te mensagem. Adeus. - despediu-se com um beijo na bochecha e lá foi. Ela não disse onde ia, fiquei preocupado. Acabei por segui-la.

M
  Pobre Leo. Não merecia nada do que lhe tinha acontecido, não merecia ter morrido. Ela nunca me tinha deixado e agora... deixou-me. Lembro-me de lhe ter dito quando ela se estava prestes a ir embora para Évora "oh Nonô, nunca me deixes, por favor." e de ela me ter respondido "nunca Mimi, nunca.". Sim, ela às vezes chamava-me Mimi e eu chamava-lhe Nonô. Coisas de infância. 
  Agora, precisava de fazer uma coisa que já não fazia há muito tempo... desde que o Rui tinha acabado comigo. Meti-me no metro de ODC e fui até Chelas ter com o Felipe. Eu sabia que ele estava sempre lá, mas decidi mandar-lhe uma mensagem:
  "Hey pt, tás em Chelas?", logo respondeu:
  "Tou smp miuda. Q vens ca fzr?"
  "Ter cntg. Tou a precisar dumas cenas... Tens?"
  "Tnh smp. Do q é q precisas?"
  "Duma cena forte. Q me faça esquecer cenas, mas n td. Tas a ver?"
  "Hmm.. ya, acho q tnh disso. Dsd q tnhs dinheiro, tenho smp o q quiseres ;)"
  "Ahah, sbs mt. Ya, tnh guito. Qnt é a grama?"
  "É uma becs carote pq n é costume eu ter disto, mas hj tas c sorte. Faço te um desconto, isto é 7E a grama pntt... 5E a grama, ya?"
  "Bem caro! 4,50E pd ser?"
  "4,75E, mais n desço." - era teimoso, um bom dealer.
  "Pronto, ta bem. Qnt achas q preciso?"
  "Visto q isto é bom e n queres esquecer td... 2 gramas e meio acho q ta bom. Pntt fica... 11,88E mas eu faço te 11,80E"
  "Tasse bem. E cm é q eu consumo isso pt?"
  "Podes snifar ou injectar, é cm quiseres. Mas se injectares fica um pitz mais forte"
  "Ok, ainda vendes seringas?"
  "Np, mas arranjo te se precisares e assim fica a 12E."
  "Ent arranja uma, cinto eu tnh. Te ja pt"
  "Tasse, te ja miuda" (...)

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ps: matem-me , por favor. agradeço a quem o fizer.

9 comentários:

Rita disse...

forte, forte, forte. mas muito baratinho o teu amigo. Ahah.

silvia disse...

Matar-te porque? :o
Adorei :D

silvia disse...

Oh nês eu bem tento, mas tá dificil :s

Catarina disse...

eu também adoro o anúncio. achei fantástico!

silvia disse...

Eish que mau :x
quero mais , tu sabes *

Rita disse...

Ahaha , ok, ok love. Olha, estás melhor?

Ni disse...

obrigada
excelente, mais mais mais sff

Rita disse...

Infelizmente, right?

- Kattie - disse...

Gosto muito da tua fic. Continua!