16.7.11

what doesn't kill us, makes us stronger #6

(...)
M
  Aquele foi um momento que eu já não tinha há muito tempo. Encostar o nariz e ficar assim... só assim. Sem um beijo, nada. Fazia-me lembrar os antigos tempos com a minha melhor amiga, que entretanto se tinha mudado para Évora. Minha querida Leo... Como sinto a tua falta, de sermos só nós. Das idas ao metro à noite, de ouvir Metallica às 00:00h, de fumar charros nas aulas e ninguém dar por nada, da nossa linda bebedeira que fez com que me pintasses o cabelo... Tempos que nunca esqueci. Só sei que nas férias de Natal vai rebentar.
  - Sabes, és algo como o substituto da minha melhor amiga. - disse eu.
  - Mas tu e a tua melhor amiga já não são melhores amigas?
  - Ahah. Não, nada disso, ela foi para Évora e eu fiquei aqui. E agora chegaste tu.
  - Mas então... a tua melhor amiga nunca será substituída.
  - Nunca mesmo! Tu és algo mais presente... não sei se consegues perceber.
  - Mais ou menos. - tirei do bolso dos calções a minha caixinha com erva e comecei a fazer um charro. Adoro o cheiro da erva, é... refrescante. Fi-lo fino, já estava mais ou menos habituada a fazer charros. Não os fumava por uma questão de estilo ou algo que se parecesse, fumava-os por ser algo diferente de tabaco. É algo mais livre, que nos transporta para outro mundo. E não, não é por estarmos stonados (= pedrados) que nos transporta para outro mundo. Na realidade, se eu pudesse fumar só e apenas uma coisa, eu fumaria erva, sempre.
  - Também fumas disto? - perguntei-lhe eu, quase adivinhado a resposta.
  - Disso fumo sempre que posso, miúda.
  - Tal como eu. - tínhamos várias coisas em comum, estava visto. Andávamos ali, a passear pela praia, sem darmos conta das horas. Olhei para o telemóvel e ainda eram 03:45h, ainda tínhamos cerca de duas horas. (...) Sentá-mo-nos na areia, já perto de onde rebentava o mar, de mãos dadas, e eu, deitei-me, com a barriga para cima, sobre as suas pernas, tal como tinha feito no Sodré. Fechei os olhos, mais uma vez. Passados 5min, ou assim me pareceu, senti-o a beijar-me. Correspondi, porque sim. 
  - Desculpa. - disse ele.
  - Não faz mal. Há muito tempo que não beijava ninguém.
  - Mas isto não devia ter acontecido só porque o momento o pedia ou só porque sim ou só porque... - interrompi-o.
  - Não faz mal Duarte, a sério. Posso ter fumado um charro e ter bebido uns copos, mas sei o que digo e o que faço. Ainda estou sóbria. Vá, meia sóbria. 
  - Porque é que tens de ser assim?
  - Assim como?
  - Despreocupada. - esta era realmente a palavra que me descrevia, de todo.
  - É assim que eu sou. Mas eu gosto de ti, duma maneira algo diferente de um amigo, mas não como namorado. Talvez como melhor amigo.
  - Exactamente o mesmo que eu sinto.
  - Não faz mal se me beijares. Mas se for em demasia, faz.
  - Ahah, já sabia. - sinceramente, não sabia o que ele era. Só sabia que ele me podia beijar e que não fazia qualquer mal. Agora que penso, beijá-mo-nos no primeiro dia em que nos conhecemos. Isto só acontecia quando era tipo... curtes de uma noite. Sabia que parecíamos namorados e nos tratava-mos quase como tal, mas não éramos namorados. Tipo... não há explicação. É algo que só se sente quando se conhece essa pessoa. (...)
  Chegaram as 05:00h e fomos para a estação, de volta ao Cais do Sodré. Tinha um pouco de sono, mas assim que chegasse ao Europa bebia um café duplo e ficava fixe. (...) Chegámos ao Sodré às 06:15h e seguimos para o Europa. Assim que entrei, dei de caras com o Rui, com a minha wannabe, a Vanessa. Ai... aquela cabra! Era tão wannabe que quis ficar com os meus restos!
  - Duarte, quero-me ir embora.
  - Porquê?
  - Está ali o Rui, o rapaz que eu gostei e ainda gosto, com a puta da minha wannabe.
  - Não vamos embora, não podes dar a parte fraca.
  - Mas eu acho que não consigo, Du.
  - Claro que consegues, Mia. Sabes quando queres fingir um orgasmo? Aqui é igual. Vais fingir aquilo que não sentes.
  - Bom exemplo. Vou ali ao balcão, queres algo?
  - Sim, trás-me uma água com gás fresca.
  - Give me the money.
  - Prontos, 'tava a ver se me pagavas a água, mas nãooo. Nem pela noite bestial? - fez beicinho e não resisti.
  - Vá, 'tá bem, mas não te habitues! - lá fui e pedi o meu café duplo e a água dele. E quem é que havia de vir ter comigo? Não, não era o Rui. A Vanessa. (...)

eu sei que foi muito grande, mas estava inspirada!
ps: amo-te melhor amiga.

7 comentários:

Rita disse...

Assim grandes é que deviam ser todos. Unff.

Kamryn. disse...

Continua,grande nada , está óptimo :)

silvia disse...

Amei, quero mais *.*

Rita disse...

Com muito texto*


Yaa amor. O gajo era meu primo, aconteceu mesmo. Big fail.

Carolina Santiago disse...

ai que riqueeeeeinha :3
olha a m. é como eu ahahah dá cá mais cinco mia :P

Catarina disse...

Obrigada!! <3

Catarina disse...

gostei ! e ainda bem que adoras, eu também imenso ! beijocas princess