16.11.10

Desafio - Abecedário - dia 13

Letra N - Não saber




o não saber... é tão vago, tão triste, tão só.
é uma coisa que não gosto, pessoalmente. não gosto de não saber algo.
odeio quando toda a turma sabe d'isto e eu não sei. digo e direi: sou sempre a excluída.

14.11.10

Desafio - Abecedário - dia 12

Letra M - Memória


algo tão frágil; estranho para alguns, fértil para outros.
é onde as memórias, más ou boas, ficam. algumas fechadas à chave, outras a pairar na mente.
é onde permanece, é onde por vezes se esquece.
talvez seja uma das piores coisas dos humanos. porquê das piores? porque, se quisermos apagar algo, algo que nos perturbe a cada dia que passa, não podemos.
à mais pequena coisa horrível ou especial, ficará gravado. 
as minhas memórias ficam guardadas no coração, na mente e na máquina fotográfica.

13.11.10

Desafio - Abecedário - dia 11

Letra L - Lutar
(já fiz a letra 'J', se bem se lembram)



lutar, foi algo que eu sempre fiz e vou continuar a fazer.


« tu e eu fomos uma força desumana, podíamos ter continuado se eu assim o quisesse. não falo de um amor, falo sim de uma amizade.
podíamos ter sido as maiores da história, podíamos ter sido um final feliz, podíamos ter sido tudo.
toda a cumplicidade que tínhamos (que perdemos), o quanto lutámos para que tudo o que formámos num ano não se destruísse, toda a magia que sentiamos quando falávamos uma com a outra... era tudo. tudo aquilo com que eu sempre tinha sonhado.
apoiáste-me numa altura em que eu não tinha ninguém, numa altura em que eu andava sozinha a ouvir música e a dançar pela escola.
fizeste com que eu mudasse, graças ao teu "dom". amava-te como nunca tinha amado uma amiga antes. eras tudo, literalmente. ficava tão feliz cada vez que falávamos, que sorria em frente ao ecrã do meu computador. as sms's, as chamadas, era tudo uma forma de cumplicidade que tinhamos.
agarrei-me a ti de corpo e alma, dei tudo o que tinha de mim. apeguei-me a ti de tal forma, que eras como a minha droga, aquela que eu consumia mais, a que eu tinha sempre em casa.
compreendias-me como ninguém, falávamos como amigas de longa data. melhor amiga, era a palavra adequada.

mas também tu mudaste. mudaste para alguém que eu desconhecia, que nem sequer eu imaginava. tornás-te-te diferente daquilo a que eu estava habituada.
eras auto-confiante, mas nunca tinhas demonstrado sinais de confiança mais. ultimamente, parecia que te fartavas de mim, como um brinquedo usado e já estragado. passamos a falar menos vezes.
procurava sempre uma alternativa para poder falar contigo e por vezes conseguia, mas não era suficiente, não chegava para afogar a saudade que sentia.
tudo aquilo que tínhamos construído, começou a cair, lágrima por lágrima, sorriso por sorriso, cada um que caía era como que um tijolo precioso.
até que eu comecei a pensar. a pensar em tudo o que tínhamos passado, mas que não poderia ser possível uma amizade de um ano acabar assim, do nada. pensei durante duas semanas, e cheguei à conclusão de que te estavas a tornar numa rapariga mais adulta, que se estava a tentar adaptar a algo diferente, mais maduro.

e depois, depois foi uma questão de tempo. decidi acabar com a nossa amizade, com a parte de melhores amigas. lembro-me bem, do quão foste rude para mim no dia 29 de Agosto d'este ano (2010), ao ponto de me desligares o telefone na cara, enquanto te dizia 'adeus'. »




sim, hoje apeteceu-me escrever sobre ti, P
tudo ficou guardado, com isto não te peço um pedido de desculpas, nem um reencontro. apenas para relembrar tudo o que passámos, que, sim eu sei, eu destruí.


(inventado)